Com uns dias de atraso, cá venho contar tudo da passagem de ano. Então foi assim, domingo dia 30, lá fui eu com a minha irmã e o meu babyboy preparar a casa. Não foi bem preparar, foi mais aproveitar para passar uma noite a ver filmes e séries. Na segunda a coisa já piou mais fino. Acordei cedo, fui tomar o pequeno almoço fora com o meu babyboy enquanto a minha irmã ainda dormia, fomos comprar umas coisas que ainda faltavam e quando regressámos a casa já estava a minha irmã de aspirador em punho a dar conta de ácaros e cotões. Fui ajudá-la a limpar a casa, almoçámos e começámos a preparar o jantar. As meninas chegaram bem cedo, por volta das 15h e fizemos uma girls party na cozinha, a descascar batatas e a fazer coisas do género. Enquanto isso, o meu babyboy estava enfiado na sala a estudar, nem se dava por ele.
Chegaram os rapazes, jantámos, a maioria emborrachou-se e já não havia pessoas sóbrias suficientes para levarem os carros até Sesimbra. Ficámos por casa. Apercebi-me que me tinha esquecido da lista dos meus tão pensados desejos, mas rapidamente a refiz num guardanapo. Imbuída do espírito dos desejos, fiz ainda listas para todos aqueles que não tinham feito, ou que achavam que isso eram coisas de meninas, ou que não sabiam o que haviam de pedir. Peguei numa caneta e em dez guardanapos e fiz as wishlists de cada um. À meia noite era vê-los de guardanapo na mão a reflectir naquilo que tínhamos desejado (ou seja, que eu tinha desejado por eles, mas que sabia que eles ao lerem também iam desejar). Espero do coração que todos os desejos lá escritos se realizem.
Foi bom, foi giro. Pelo menos até eu ver bebidas entornadas no tapete felpudo novo. Aí não foi bom. Assustei um bocadinho as pessoas com o meu tom de voz. E está bem que é festa, mas se é festa, que seja para todos. Que não sejam uns a limpar e outros a sujar, uns a cozinhar e outros a comer. Tive então a amabilidade de dar paninhos aos meninos para esfregarem o tapete. Cá em casa sempre me chamaram a chefa. Na faculdade os meus colegas de grupo meio a brincar, meio a sério chamavam-me a patroa. Eu apenas acho que tenho um sentido de liderança apurado. Mas querida que fui também eu me ajoelhei e esfreguei. Uma cinderela de saltos. Passados dez minutos, o tapete já estava limpo, eu já me ria da situação e já tinha pedido desculpa a todos a quem falei menos bem. E voltou a ser giro e bom. E foi um privilégio poder entrar em 2013 na companhia de amigos.
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