quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

Pagar para trabalhar? Hmm, não sei...

Hoje fui a uma entrevista para uma empresa onde gostava mesmo, mesmo de trabalhar. Para além disso, quando soube a função para que estavam a recrutar dei pulinhos de alegria. Era a senhora a descrever a função e eu a rejubilar. Chega ao fim e diz-me que é um estágio não remunerado e sem opção de progredir na empresa. Tipo descartável. Diz ainda que gostou de mim e que estava seleccionada. E agora? Devo continuar a ter vontade de ir para lá trabalhar? 140€ mensais de passe mais o investimento em guarda roupa apropriado. É a isto que se chama pagar trabalhar? Agora tenho que pensar e dar uma resposta. 

Como muitas outras coisas, estas situações chateiam-me! Foi-me explicado que nesta empresa onde eu tanto gostava de trabalhar, por cada consultor há um estagiário. Assim como noutra empresa onde eu trabalhei, pouco menos de metade dos colaboradores também eram estagiários. Sem receber um tusto. E como o meu pai diz, criar uma empresa onde metade dos colaboradores não são pagos, parece-me um bom negócio.

É triste ter que fazer algo que não me satisfaça ou que não seja da minha área, porque a maioria dos trabalhos para os quais tive a estudar durante cinco anos e de que realmente gosto são estágios não remunerados.

Ainda assim, estou a ponderar e com muita vontade de aceitar. Mas quando penso nos custos...

Ah, como é que eu me esqueci destes?

Ainda na parte das pessoas que me irritam, já que estamos a falar de trânsito, lembrei-me de mais dois tipos de pessoas:

- As que vão na faixa da esquerda ou do meio na autoestrada a molengar. Porquê, senhores? Porque motivo hão de ir nessa faixa sem ser para ultrapassar ou andar mais depressa que os outros? É estilo?

- As que andam, também na autoestrada, com os médios ligados. Eu sei, eu sei, que há alguns carros que ligam automaticamente a partir de determinada velocidade. Mas é presunção! "Ah, vejam-me, eu venho aqui, desviem-se".

E pronto, agora é o momento em que vão ficar a pensar que eu sou uma avozinha na estrada. Mas não, apenas sou facilmente irritável.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

Pessoas que me irritam #1

Sou um pessoa sensível e, como tal, há vários comportamentos e atitudes que me deixam transtornada. Os autores de tais comportamentos são quase sempre chicos espertos ou pategos de BMW. E irritam-me. Muito. Esta rubrica vai servir-me de terapia. Vou gritar aos sete ventos o quanto os odeio. 

Para começar, falemos das pessoas que estão atrás de nós num cruzamento e buzinam. Como é que eu hei-de explicar...? Se eu estou preparada num cruzamento é porque vêm carros e ainda não posso passar. Assim sendo excelentíssimo palhaço do carro de trás, pode buzinar tantas vezes quanto quiser,  que eu só vou passar quando puder. Ou então vou demorar mais um bocadinho só para o chatear.

E já que estamos a falar em situações de trânsito, lembrei-me de outro tipo de pessoas. As que vão na autoestrada assim coladinhas a nós. Tenho por hábito andar o mais à direita possível, ultrapassar, encostar. Acontece que muitas vezes nas ultrapassagens vou parar a faixa da esquerda. E não ando a mais de 140 km/h. Ora vejamos, se eu estou a fazer uma ultrapassagem e já vou mais depressa que a velocidade permitida, não vou encostar antes de fazer a ultrapassagem ou andar ainda mais depressa porque o badameco do carro de trás assim o deseja.

Estas pessoas irritam-me. E tenho para mim, que quem dá a buzinadela, também faz a pressãozinha na autoestrada. Mas agora que desabafei, sinto-me tão mais leve.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

1,2,3... vamos lá outra vez

Rufus. O piqueno que apanhei da rua.

Meia hora de treino diário. Cama, senta, deita, aí. Faz tudo menos o aí. Mal eu me sento ou deito na cama, vem a correr e atira-se para cima de mim. E como ou ele fica bem, ou eu fico bem, lá tive que o fechar. Sinto-me a pior pessoa do mundo, mas não posso estar a noite toda a sentar-me e a levantar-me da cama. Das duas uma: ou o bobi deve um bocado à inteligência, ou eu sou muito má nisto dos treinos. Mas não vou desistir!


Mexi o rabo!

Depois de adiar ora porque chovia, ora porque estava constipada, ou até mesmo porque tinha de escovar o cão  (sim, este tipo de desculpas também são válidas), aconteceu: fui correr. Ou então fui "correr". "Correr" significa andar em passo muito acelerado com o bumbum e o abdominal contraídos e assim esporadicamente dar uma corridinha de dois minutos e retomar ao passo acelerado. Tem que ser devagarinho que aqui a menina já não faz exercício há uns dois aninhos. Hoje acordei um bocadinho dorida, mas motivada. Tão motivada que peguei no bobi e fui correr, mesmo correr. Dois minutos depois liga-me uma amiga com um programa bem mais apetecível. Fiz inversão de marcha na hora e voltei a casa. O cão ficou mais triste que eu, mas eu pelo menos tentei. Isto é o que dá ir correr de telemóvel no bolso para a eventualidade de aparecer um gatuno ou algo do género.

Mi discupem, vai!

Perdoem-me meus queridos leitores a minha ausência, mas, apesar de todos os dias para mim serem uma espécie de fim-de-semana, aos Sábados e Domingos dá-me uma preguicite aguda maior do que a habitual. Assim sendo, não tive qualquer contacto com um computador e internet. 

sábado, 26 de janeiro de 2013

Mira, que guapo!

Na semi-final do Euro 2012, quando a coisa já não corria pelo melhor, entreti-me a ver os niños. Perguntei logo aos homens quem era o bonitão. Começou aí a minha adoração pelo Pique. Acho que também ficou por aí.


Diz que já nasceu o pequeno Pique. Que saia ao papá, muy guapo! 

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Há quanto tempo não fazes uma coisa pela primeira vez?

Há muito! E não pode ser assim. Gosto da ansiedade dias ou horas antes do acontecimento. Gosto quando não é pensado e de repente faço uma coisa que nunca antes fiz. Gosto de descobrir que afinal aquilo até é fixe. Implementei uma regra nova na minha vida: pelo menos uma vez por mês terei que fazer uma coisa nova, uma coisa que nunca antes tenha feito, mesmo que seja a mais banal e que todos os comuns mortais já fizeram.  Este mês já fui ao rugby! E vocês? Há quanto tempo não fazem uma coisa pela primeira vez?

Afinal quero tampas

Hoje preciso que me digam que sim... ou que não. Preferencialmente sim, mas esta espera, que ainda não vai longa, já me está a matar. Não sei se é por querer muito aquele emprego, ou se por querer muito um emprego, mas estou aqui que não me aguento. Nos entretantos, o melhor é ir procurando mais qualquer coisinha. Só para ter um plano... b g.


Nota mental: Até à letra z ainda há abecedário. E quando lá chegar, recomeço no a as vezes que forem precisas.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Mas já acabou?

Já fui à entrevista... Já vim da entrevista. A senhora era apática. Fazia perguntas, eu respondia e ela opinava em relação ao que eu dizia. Mas sempre com uma opinião contrária. Dava um bocado medo. Quando deu como encerrada a entrevista eu pensei "nãaao. Faça-me só mais uma perguntinha que dê para mostrar todo o meu valor". Mas não fez.

Wish me luck

Mais logo tenho uma entrevista num banco. Para já nada de nervos. Ando entretida a escolher a roupa. O meu querido irmão pergunta o porquê de tanta preocupação com a vestimenta. Quando lhe explico que tenho que ter boa apresentação ele diz "então é melhor pedires a alguém para ir por ti". É tão bom ter irmãos.

terça-feira, 22 de janeiro de 2013

Lembram-se deste post? Não passou disso mesmo, um post.


Ter amigas fofinhas é isto

Hoje uma amiga minha ligou-me de um número que eu não conhecia:

Ela: Mas isso é forma de atender o telefone? Estou? Tens que o dizer de uma forma mais profissional, mais delicada!
Eu: Mas eu atendi bem, disse estou normalmente.
Ela: Sim, mas foste muito bruta. Tens de treinar isso melhor, imagina que era para marcar uma entrevista.
Eu: Ok. Estás-me a ligar porquê, não estás a trabalhar?
Ela: Era só para isto. Beijinhos

segunda-feira, 21 de janeiro de 2013

Quando o orgulho lixa tudo

Quando tinha  14 anos fiz o meu primeiro amigo do género masculino. Não era um rapaz com quem eu me dava bem, com quem eu me ria, porque amizades dessas já eu tinha. Era isso tudo, mas acima de tudo,um amigo! Daqueles a quem contamos tudo, que nos conhecem como ninguém, a quem ligamos só para dizer olá. Era no ombro dele que chorava sempre que as coisas corriam mal. Crescemos e a nossa amizade cresceu connosco. Arranjámos namorados. Tanto o meu namorado como a namorada dele eram uns trastes. Eu tentava fazê-lo ver isso em relação a ela e ele tentava fazer-me ver isso em relação a ele. Ele não gostava do que ouvia, assim como eu não gostava do que ouvia, mas tudo bem. Até ao dia em que por um telemóvel estragado ele não me respondeu mais às mensagens, enquanto falávamos dos nossos respectivos. Passados uns dias mandei-lhe outra mensagem a convidá-lo para um café. Também não obtive resposta. E o mesmo aconteceu do outro lado. Entretanto eu achei que ele estava chateado comigo e ele achou que eu estava chateada com ele, por causa do conteúdo sensível das nossas conversas. Do alto do meu orgulho não voltei a falar com ele e adivinhem só... ele também não voltou a falar comigo. Foram dois anos e meio assim. Tínhamos amigos em comum e este era um assunto tabu. Eu não falava dele, ele não falava de mim e os nossos amigos não falavam de nós. Por vezes encontrávamo-nos em aniversários, cumprimentávamo-nos e nada mais que isso. Eu sentia saudades dele, muitas, mas não dava o braço a torcer. Uma noite, num jantar em que ambos tínhamos bebido um pouquinho mais que a conta, conversámos. Eu chorei que nem uma desalmada agarrada a ele. Fizemos as pazes, mas é diferente. Já não é a mesma coisa, não sei se virá a ser, mas eu gostava que sim. E conto tudo isto porquê? Porque um outro amigo de quem eu gosto muito está prestes a perder a pessoa de quem gosta por orgulho. Porque quando ele andava atrás dela, ela não sabia bem o que queria e ele agora não está para isto. Nãao, não pode ser. Temos todos de parar de ser estúpidos e de afastar ou perder as pessoas de quem gostamos por parvoíces, por orgulho. Temos de pensar que estas atitudes podem trazer consequências irreversíveis. Eu, a pessoa mais orgulhosa à face da terra, começo a perceber isso da pior maneira. E vou (tentar) fazer um esforço para mudar. Errar é normal, aprender e voltar a errar é burrice. Eu não quero voltar a fazer burrices, mas não prometo nada.

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Como parecer um urso panda em três minutos

A minha querida irmã hoje comprou um lápis novo para os olhos. A coisa dizia que era um preto intenso e à prova de água. E não era mentira, não senhora. De tal forma que não saía nem por nada. Ele foi o desmaquilhante da borjouis, ele foi o gel de limpeza da Nivea, ele foi esfregar, esfregar, esfregar e em vez de ficar limpinha, fiquei que nem um urso panda. Lá me tive de socorrer do desmaquilhante da lanone e a coisa lá melhorou. Consequências: um olho vermilhinho e a arder.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Ex lover blocker

Ao que parece, a Guarana Antarctica criou uma app, muito útil no fim dos relacionamentos, que evita recaídas do género vou ter de lhe ligar só para ter mesmo a certeza que ele já não me ama.


Rica ideia. Eu só alterava uma coisinha. Os amigos deveriam ter que introduzir obrigatoriamente uma password. Só assim é que os broken hearts poderiam ligar ao ex lover. Claro está que os amigos jamais dariam autorização.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Pipi a arder

Hoje acordei com o pipi a arder. Não é coisa bonita de se dizer, muito menos de se escrever. Mas é assim que uma pessoa se sente quando tem uma infecção urinária. Corri para a médica que me receitou um antibiótico. Corri então para a farmácia. Segunda surpresa do dia: o preço do antibiótico. 29 cêntimos. Pensava que tinha ouvido mal e a senhora disse "é isso mesmo que ouviu, 29 cêntimos". Boa! Agora vamos  ver se este antibiótioco baratucho apaga o fogo que há em mim no meu pipi.

Ex-namorados = Praga

Sim, sim, é assim que eu os vejo. Não os meus, que só tenho um e não o vejo desde 1930. Mas os das minhas amigas são. E pior, elas não sabem fazer a desinfestação.

Primeira situação: Está tudo bem... até o ver! 
Ai que ele está ali, ai que não sei se lhe devo falar, ai que ele disse olá, ai que ele sorriu, ai que ele é tãããão giro! E depois é isto. Se for preciso, tal como eu, também não o via desde 1930, mas vê-lo uma noite já dá assunto em que pensar durante o próximo meio ano. Nos entrentantos esquece-se, mas só até voltar a vê-lo, e pronto, lá se vai a outra metade do ano.

Segunda situação: Está tudo bem... até ele acabar com a actual (que agora também é ex).
Ai que ele acabou com ela, ai que isso mexe comigo, ai que secalhar ainda gosto dele, ai e se nunca mais passa, ai o que devo fazer?, ai, ai, ai.!

Terceira situação: O meu ex-namorado
AI!

E estes dramas fazem delas tão mais minhas amigas, tão mais giras 

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

What if life is just a dream?


Desde pequena que penso nisto muitas vezes. Não durante muito tempo, mas muitas vezes. E se isto for tudo surreal? Se não passar tudo de coisas das nossas cabeças, cabeças essas que podem não existir? Rapidamente percebo que estes pensamentos são devaneios. O primeiro que tive era ainda piquena e referia-se à minha cara: "E se a minha cara não é a minha cara?"

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

A primeira tampa oficial...


...dói, dói muito! Depois de ter enviado mil cvs, eis que me dão a primeira tampa... oficial, claro está, que das outras já levei muitas. Vinha sob a forma de mail e dizia: "Agradecemos a disponibilidade manifestada ao longo do processo de selecção em que esteve envolvido(a), bem como o interesse demonstrado em integrar a nossa empresa. Vimos a informar que não foi seleccionado(a), contudo permanece na nossa Base de Dados." Ora eu já sabia, ou pelo menos supunha, que não tinha sido seleccionada e não estava triste. Pelo menos, não muito. Fazia por não pensar no assunto, bola para a frente. Mas assim não dá. Assim estão-me a esfregar na cara que não fui seleccionada, estão a assassinar toda a auto-estima que ainda poderia haver em mim. Agora quem não quer permanecer na base de dados deles sou eu. Vá, poderei querer, mas só se não repetirem esta história das tampas. Fica o pedido: Exms. Empregadores, sejam fofinhos e amorosos e não me dêem tampas oficiais. Muito menos por escrito, de forma a ficar registado para todo o sempre nos servidores desta coisa tão útil que é a internet.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Hoje é dia de festa

Uma das minhas melhores amigas faz hoje anos. Depois de jantar vou a casa dela dar-lhe um beijinho (hoje o dia é reservado à família que é graaaaaaande) e amanhã vamos ver um jogo de rugby. Ela adora. Não sei onde vai ser, nem sei quem vai jogar, mas segundo sei, é derby. Ora se é derby, bora! Vamos ver matulões musculados à batatada. Giro, giro, era cruzarmo-nos algures com um bonitão de bola debaixo do braço e que ele se entusiasmasse com a minha menina. E já agora que ela também se entuasiamasse com ele. Era o meu presente para ela. Como não me cheira que isso vá acontecer e, o presente vem para a semana na festa de aniversário. Parabés minha Querida! Aquilo que desejo para mim, desejo igualmente para ti *

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

Obrigada!

Sou uma pessoa que diz obrigada e desculpa por tudo e por nada (sim, sei que às vezes é irritante). Mas como hoje é o dia internacional do obrigada, foquemo-nos apenas nele. Assim sendo um grande obrigada à minha vovó Nenica por gostar e cuidar de mim, um grande obrigada aos manos pela companhia e brincadeiras, um grande obrigada aos amigos por isso mesmo, por serem amigos e, um grande obrigada ao universo por me ter dado esta vidinha.
Claro que existem outras coisas que não me importaria nada de vir a agradecer. Ora são elas:
     - Arranjar um emprego. E se não for pedir muito, um que goste.
     - Emagrecer. Se voltar ao antes já fico contente.
Pronto, é só isto.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2013

Coisas tristes que me acontecem

Eu, que sou uma rapariga friorenta, gosto muito de gorros, luvas, cachecóis, meinhas de lã e de um saquinho de água quente na cama. Ontem, para não ser excepção, enchi o meu saco com água a ferver e lá fui eu para a caminha. Podia ter-me sabido bem, não fosse três minutos depois o saco rasgar e um rio de água a ferver desaguar sobre o meu pé esquerdo. Como não podia deixar de ser, comecei a lacrimejar enquanto gritava "aaaaaah, aaaaaah". Lá me leventei e fui pôr o pé debaixo de água fria, até sentir os ossinhos doer. Regressei ao quarto, besuntei-me em Biafine e fui ver o estado da cama. Como já não sou menina de fazer xixis na cama, o meu resguardo não é impermeável e todo o meu colchão estava encharcado. As coisas não são para estragar e, pacientemente, peguei no secador e tive uma hora com que me entreter. Ninguém acordou, nem nenhum dos cães me veio dar uma lambidela amiga. Acabei por ir montar tenda no quarto da minha irmã. E o pé ardia, ardia, ardia... Foi triste.
Conversa entre mim e a minha irmã sobre a tese que ela não entregou a tempo:

Eu: Não achas que se tivesses começado isso a tempo e horas já tinhas acabado?
Ela: Não sei. Mas secalhar se tivesse começado a tempo e horas tinha levado outro rumo que não era o certo. Este é que é.
Eu: Hmm...ok.


terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Ninguém merece

É lixado quando recebo uma chamada de um número que não está nos meus contactos, afino a voz e vai-se a ver e é do banco a fazer questionários ou a dentista a confirmar a consulta. Uma pessoa enche-se de esperança que seja um empregador cheio de vontade de me conhecer e depois é isto. Chiça, pá!

segunda-feira, 7 de janeiro de 2013

Nada a perder

Como assimcomássim não há (nem) uma empresa fofinha a responder-me às candidaturas espontâneas e já não tenho nada a perder, ando a ficar maluca e a escrever cartas de apresentação no mínimo... originais. Daquelas que os tipos lêem e perguntam-se "quem é esta chanfrada, pá?". Pode ser que fiquem curiosos e me chamem a entrevista. Pelo menos, para dar um arzinho da minha graça.

domingo, 6 de janeiro de 2013

Vaidosices

Sempre fui vaidosa. Nunca fui vaidooooooosa. Ou seja, sempre gostei de roupas e dessas coisas de meninas, mas nunca tive muita paciência para arranjar o cabelo e maquilhar-me. Nesses domínios, sempre fiz a coisa pelo mínimo, de forma a não parecer um trambolho. Ocasionalmente, fazia um bocadinho mais e gostava de ver, pelo que decidi arranjar um bocadinho mais de paciência. Pensei em comprar um alisador de cabelo. Pesquisei na net, troquei opiniões com amigas e rapidamente percebi que queria um da marca philips. Informei-me das catacterísticas que um bom alisador deveria ter e escolhi. Corri mil lojas e nenhuma tinha o dito. Decidi então comprar outro. Comecei a ler as caixinhas e achei que o Rowenta for elite model look liss & curl, para além de ser giro, cumpria perfeitamente os requisitos. Cheguei a casa e no auge da minha preguiça sentei-me na cama e fui esticando o cabelo a 190º enquanto via televisão. Demorei cerca de 15/ 20 min, julgo eu. Quero atribuir a demora à temperatura e ao facto de não estar em frente ao espelho. Ficou bonito, mas não durou muito, talvez por eu ter apanhado o cabelo e feito tranças depois (já expliquei que não tenho muita paciência, não já?). Entretanto googlei o bicho e toda a gente diz que não presta! Ainda não sei. Só o utilizei uma vez e não o fiz em condições. Mas se não prestar, dá-me uma coisinha. Caneco, que era o mesmo preço do da Philips, que era garantidamente bom!


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Princesa, eu?

Não é que as coisas que Ele diz sejam para ser levadas a sério, mas fiquei a matutar na frase "tu não és uma princesa e isto não é um conto de fadas". Mas, princesa, eu?? Tomara eu! Cá em casa, tanto eu como os meus irmãos, nunca fomos mimados. Os meus pais sempre tiveram outras prioridades como trabalhar, jantar fora, sair com amigos, viajar, ou até mesmo dormir. Lembro-me do meu avô me vir buscar de manhã a casa para me levar à escola, para não sobrecarregar os meus pais, sendo que o meu pai trabalhava a dois minutos da escola. Isto foi quando morávamos com os meus pais, porque entretanto eles perceberam que dávamos trabalho e foi tudo recambiado para a casa dos avós. Aí sim, talvez tenha sido uma princesinha, corria mesmo o risco de rebentar de amor. Quando os coleguinhas da escola perguntavam porque é que vivíamos com os nossos avós, a resposta era sempre "porque os nossos amigos moram perto dos avós, é mais fácil para brincarmos." Na verdade, nem eu sabia muito bem porquê, aquela era a resposta que me parecia melhor para não dar aso a mais perguntas. Quando tinha 16 anos e o meu irmão 19, regressámos a casa. Já podíamos ir sozinhos para a escola e já não atrapalhávamos assim tanto (pensavam eles). Eu não queria, os meus irmãos não queriam e os meus avós não queriam. Mas os meus pais lembraram-se que tinham filhos e quiseram. Foi estranho. Sentimo-nos visitas na nossa própria casa. Entretanto os anos foram passando, fomos ficando e por cá continuamos. A nossa relação com os nossos pais nunca melhorou, piorou aliás. Os nossos pais não percebiam porque é que éramos uns "bichos", palavra deles, porque nunca falávamos. Apesar deles nos terem acompanhado sempre - mesmo quando estávamos nos nossos avós eles iam lá a casa visitar-nos, iam às reuniões de pais, compravam-nos o que precisávamos e, por incrível que pareça, incutiam-nos valores - quando estava com eles sentia timidez, igual à que sentia com estranhos. Mas havia uma coisa em que os meus pais eram os melhores: a dar ralhetes. Davam ralhetes como ninguém. Se fosse preciso acompanhados de palmadas ou de bofetadas, dependendo se o ralhete viesse do pai ou da mãe, respectivamente. Acho que os meus pais sempre foram como uma sombra. Nunca estiveram mesmo lá, mas também nunca saíram de lá. E mesmo mais afastados, sempre foram muito exigentes. Talvez por nunca termos recebido muito carinho da parte deles, mas sim muitas cobranças em relação à escola, amizades e educação, ainda hoje não consigo mostrar aos meus pais quem realmente sou. Existo eu à frente deles e eu nas costas deles. Não sou uma doidivanas nas suas costas, sou simplesmente eu. É o meu lado bom. À frente deles sou uma pessoa mais fria e mais calada.
Posto isto, meu querido namorado, melhor que ninguém, tu sabes que eu não sou uma princesinha! Ou sou, mas não sou uma princesinha mimada. Também não sou uma coitadinha. Tive a felicidade de ter os melhores avós, irmãos e amigos do mundo. Sou uma miúda feliz!

sábado, 5 de janeiro de 2013

Help!

Acho que o meu namorado ainda não passou a adolescência. Help!

It's getting even better

Eu: Por qualquer coisinha levantas o tom.

Ele: Então, tu só fazes disparates.

It's getting better

Eu: Não gosto do modo como às vezes falas.

Ele: Tu não és uma princesa e isto não é um conto de fadas.
Eu: Gostava que conversasses mais comigo, que me contasses mais as tuas coisas e que te preocupasses mais com as minhas. E tu? O que gostavas que eu mudasse?

Ele: Gostava que emagrecesses. Estas mesmo a ficar muito gorda.


quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Adeus a 2012

Com uns dias de atraso, cá venho contar tudo da passagem de ano. Então foi assim, domingo dia 30, lá fui eu com a minha irmã e o meu babyboy preparar a casa. Não foi bem preparar, foi mais aproveitar para passar uma noite a ver filmes e séries. Na segunda a coisa já piou mais fino. Acordei cedo, fui tomar o pequeno almoço fora com o meu babyboy enquanto a minha irmã ainda dormia, fomos comprar umas coisas que ainda faltavam e quando regressámos a casa já estava a minha irmã de aspirador em punho a dar conta de ácaros e cotões. Fui ajudá-la a limpar a casa, almoçámos e começámos a preparar o jantar. As meninas chegaram bem cedo, por volta das 15h e fizemos uma girls party na cozinha, a descascar batatas e a fazer coisas do género. Enquanto isso, o meu babyboy estava enfiado na sala a estudar, nem se dava por ele. 

Chegaram os rapazes, jantámos, a maioria emborrachou-se e já não havia pessoas sóbrias suficientes para levarem os carros até Sesimbra. Ficámos por casa. Apercebi-me que me tinha esquecido da lista dos meus tão pensados desejos, mas rapidamente a refiz num guardanapo. Imbuída do espírito  dos desejos, fiz ainda listas para todos aqueles que não tinham feito, ou que achavam que isso eram coisas de meninas, ou que não sabiam o que haviam de pedir. Peguei numa caneta e em dez guardanapos e fiz as wishlists de cada um. À meia noite era vê-los de guardanapo na mão a reflectir naquilo que tínhamos desejado (ou seja, que eu tinha desejado por eles, mas que sabia que eles ao lerem também iam desejar). Espero do coração que todos os desejos lá escritos se realizem.

Foi bom, foi giro. Pelo menos até eu ver bebidas entornadas no tapete felpudo novo. Aí não foi bom. Assustei um bocadinho as pessoas com o meu tom de voz. E está bem que é festa, mas se é festa, que seja para todos. Que não sejam uns a limpar e outros a sujar, uns a cozinhar e outros a comer. Tive então a amabilidade de dar paninhos aos meninos para esfregarem o tapete. Cá em casa sempre me chamaram a chefa. Na faculdade os meus colegas de grupo meio a brincar, meio a sério chamavam-me a patroa. Eu apenas acho que tenho um sentido de liderança apurado. Mas querida que fui também eu me ajoelhei e esfreguei. Uma cinderela de saltos. Passados dez minutos, o tapete já estava limpo, eu já me ria da situação e já tinha pedido desculpa a todos a quem falei menos bem. E voltou a ser giro e bom. E foi um privilégio poder entrar em 2013 na companhia de amigos.
Acordei. Não fiquei hibernada durante uma semana, porque a minha família não criou as condições necessárias ao meu descanso. Bateram portas, falaram alto, ralharam com os cães... enfim, uma falta de tudo.

quarta-feira, 2 de janeiro de 2013

Dou mundo gonsdipada e sobre efeitos segundários do griponal. Tradução: vou dormir uma semana seguida. Quando agordar gondo dudo da passagem de ano.