Como assimcomássim não há (nem) uma empresa fofinha a responder-me às candidaturas espontâneas e já não tenho nada a perder, ando a ficar maluca e a escrever cartas de apresentação no mínimo... originais. Daquelas que os tipos lêem e perguntam-se "quem é esta chanfrada, pá?". Pode ser que fiquem curiosos e me chamem a entrevista. Pelo menos, para dar um arzinho da minha graça.
segunda-feira, 7 de janeiro de 2013
domingo, 6 de janeiro de 2013
Vaidosices
Sempre fui vaidosa. Nunca fui vaidooooooosa. Ou seja, sempre gostei de roupas e dessas coisas de meninas, mas nunca tive muita paciência para arranjar o cabelo e maquilhar-me. Nesses domínios, sempre fiz a coisa pelo mínimo, de forma a não parecer um trambolho. Ocasionalmente, fazia um bocadinho mais e gostava de ver, pelo que decidi arranjar um bocadinho mais de paciência. Pensei em comprar um alisador de cabelo. Pesquisei na net, troquei opiniões com amigas e rapidamente percebi que queria um da marca philips. Informei-me das catacterísticas que um bom alisador deveria ter e escolhi. Corri mil lojas e nenhuma tinha o dito. Decidi então comprar outro. Comecei a ler as caixinhas e achei que o Rowenta for elite model look liss & curl, para além de ser giro, cumpria perfeitamente os requisitos. Cheguei a casa e no auge da minha preguiça sentei-me na cama e fui esticando o cabelo a 190º enquanto via televisão. Demorei cerca de 15/ 20 min, julgo eu. Quero atribuir a demora à temperatura e ao facto de não estar em frente ao espelho. Ficou bonito, mas não durou muito, talvez por eu ter apanhado o cabelo e feito tranças depois (já expliquei que não tenho muita paciência, não já?). Entretanto googlei o bicho e toda a gente diz que não presta! Ainda não sei. Só o utilizei uma vez e não o fiz em condições. Mas se não prestar, dá-me uma coisinha. Caneco, que era o mesmo preço do da Philips, que era garantidamente bom!
Princesa, eu?
Não é que as coisas que Ele diz sejam para ser levadas a sério, mas fiquei a matutar na frase "tu não és uma princesa e isto não é um conto de fadas". Mas, princesa, eu?? Tomara eu! Cá em casa, tanto eu como os meus irmãos, nunca fomos mimados. Os meus pais sempre tiveram outras prioridades como trabalhar, jantar fora, sair com amigos, viajar, ou até mesmo dormir. Lembro-me do meu avô me vir buscar de manhã a casa para me levar à escola, para não sobrecarregar os meus pais, sendo que o meu pai trabalhava a dois minutos da escola. Isto foi quando morávamos com os meus pais, porque entretanto eles perceberam que dávamos trabalho e foi tudo recambiado para a casa dos avós. Aí sim, talvez tenha sido uma princesinha, corria mesmo o risco de rebentar de amor. Quando os coleguinhas da escola perguntavam porque é que vivíamos com os nossos avós, a resposta era sempre "porque os nossos amigos moram perto dos avós, é mais fácil para brincarmos." Na verdade, nem eu sabia muito bem porquê, aquela era a resposta que me parecia melhor para não dar aso a mais perguntas. Quando tinha 16 anos e o meu irmão 19, regressámos a casa. Já podíamos ir sozinhos para a escola e já não atrapalhávamos assim tanto (pensavam eles). Eu não queria, os meus irmãos não queriam e os meus avós não queriam. Mas os meus pais lembraram-se que tinham filhos e quiseram. Foi estranho. Sentimo-nos visitas na nossa própria casa. Entretanto os anos foram passando, fomos ficando e por cá continuamos. A nossa relação com os nossos pais nunca melhorou, piorou aliás. Os nossos pais não percebiam porque é que éramos uns "bichos", palavra deles, porque nunca falávamos. Apesar deles nos terem acompanhado sempre - mesmo quando estávamos nos nossos avós eles iam lá a casa visitar-nos, iam às reuniões de pais, compravam-nos o que precisávamos e, por incrível que pareça, incutiam-nos valores - quando estava com eles sentia timidez, igual à que sentia com estranhos. Mas havia uma coisa em que os meus pais eram os melhores: a dar ralhetes. Davam ralhetes como ninguém. Se fosse preciso acompanhados de palmadas ou de bofetadas, dependendo se o ralhete viesse do pai ou da mãe, respectivamente. Acho que os meus pais sempre foram como uma sombra. Nunca estiveram mesmo lá, mas também nunca saíram de lá. E mesmo mais afastados, sempre foram muito exigentes. Talvez por nunca termos recebido muito carinho da parte deles, mas sim muitas cobranças em relação à escola, amizades e educação, ainda hoje não consigo mostrar aos meus pais quem realmente sou. Existo eu à frente deles e eu nas costas deles. Não sou uma doidivanas nas suas costas, sou simplesmente eu. É o meu lado bom. À frente deles sou uma pessoa mais fria e mais calada.
Posto isto, meu querido namorado, melhor que ninguém, tu sabes que eu não sou uma princesinha! Ou sou, mas não sou uma princesinha mimada. Também não sou uma coitadinha. Tive a felicidade de ter os melhores avós, irmãos e amigos do mundo. Sou uma miúda feliz!
sábado, 5 de janeiro de 2013
It's getting even better
Eu: Por qualquer coisinha levantas o tom.
Ele: Então, tu só fazes disparates.
Ele: Então, tu só fazes disparates.
It's getting better
Eu: Não gosto do modo como às vezes falas.
Ele: Tu não és uma princesa e isto não é um conto de fadas.
Ele: Tu não és uma princesa e isto não é um conto de fadas.
quinta-feira, 3 de janeiro de 2013
Adeus a 2012
Com uns dias de atraso, cá venho contar tudo da passagem de ano. Então foi assim, domingo dia 30, lá fui eu com a minha irmã e o meu babyboy preparar a casa. Não foi bem preparar, foi mais aproveitar para passar uma noite a ver filmes e séries. Na segunda a coisa já piou mais fino. Acordei cedo, fui tomar o pequeno almoço fora com o meu babyboy enquanto a minha irmã ainda dormia, fomos comprar umas coisas que ainda faltavam e quando regressámos a casa já estava a minha irmã de aspirador em punho a dar conta de ácaros e cotões. Fui ajudá-la a limpar a casa, almoçámos e começámos a preparar o jantar. As meninas chegaram bem cedo, por volta das 15h e fizemos uma girls party na cozinha, a descascar batatas e a fazer coisas do género. Enquanto isso, o meu babyboy estava enfiado na sala a estudar, nem se dava por ele.
Chegaram os rapazes, jantámos, a maioria emborrachou-se e já não havia pessoas sóbrias suficientes para levarem os carros até Sesimbra. Ficámos por casa. Apercebi-me que me tinha esquecido da lista dos meus tão pensados desejos, mas rapidamente a refiz num guardanapo. Imbuída do espírito dos desejos, fiz ainda listas para todos aqueles que não tinham feito, ou que achavam que isso eram coisas de meninas, ou que não sabiam o que haviam de pedir. Peguei numa caneta e em dez guardanapos e fiz as wishlists de cada um. À meia noite era vê-los de guardanapo na mão a reflectir naquilo que tínhamos desejado (ou seja, que eu tinha desejado por eles, mas que sabia que eles ao lerem também iam desejar). Espero do coração que todos os desejos lá escritos se realizem.
Foi bom, foi giro. Pelo menos até eu ver bebidas entornadas no tapete felpudo novo. Aí não foi bom. Assustei um bocadinho as pessoas com o meu tom de voz. E está bem que é festa, mas se é festa, que seja para todos. Que não sejam uns a limpar e outros a sujar, uns a cozinhar e outros a comer. Tive então a amabilidade de dar paninhos aos meninos para esfregarem o tapete. Cá em casa sempre me chamaram a chefa. Na faculdade os meus colegas de grupo meio a brincar, meio a sério chamavam-me a patroa. Eu apenas acho que tenho um sentido de liderança apurado. Mas querida que fui também eu me ajoelhei e esfreguei. Uma cinderela de saltos. Passados dez minutos, o tapete já estava limpo, eu já me ria da situação e já tinha pedido desculpa a todos a quem falei menos bem. E voltou a ser giro e bom. E foi um privilégio poder entrar em 2013 na companhia de amigos.
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