sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Hello 2013!

Não sou muito de lamentações, mas em Agosto deste ano, quando em plenas férias me enfaixei noutro carro, oficializei que 2012 não era de todo um bom ano. Ora vejamos:

  • Comecei em Janeiro um estágio de 6 meses que odiei. Não gostei das tarefas que me foram atribuídas, não gostei do ambiente de trabalho, não gostei da chefa e, verdade seja dita, não gostei do meu poiso. Cumpri exemplarmente as tarefas que me foram dadas, assim como qualquer outra pessoa o faria, devido à ausência de complexidade. Algo menos básico, não era digno de uma estagiária a quem só faltava escrever a tese para concluir o mestrado. Contava todos os dias quanto tempo faltava para terminar. Recusei uma proposta de trabalho noutra multinacional para não quebrar o meu compromisso com aquela empresa. Burra, burra burra! Fiquei de tal maneira vacinada que jurei a mim mesma nunca mais voltaria a ser estagiária. Agora que não arranjo nada, a conversa muda de figura. É só aparecer a oportunidade.
  • A tese. A tese deu-me tanto trabalho que só a palavra já me deixa com comichões. Valeu a pena, que valeu. Tive um notão. Mas ainda não me esqueci das dores de cabeça que me provocou. Trabalhava dez horas por dia, mais duas horas de transportes e quando chegava a casa, começava a festa. Ttive vontade de desistir muitas vezes, achei que não ia conseguir, mas o pior foi abdicar de fins de semanas e jantares de amigos para me agarrar áquilo. E depois, produtividade abaixo de 25%.
  • Tive um "desarranjo emocional". Expressão gira para dizer que estava farta disto tudo, que andava sem pachorra e que descarreguei em cima do meu babyboy.
  • Acabadinha de sair da praia, em plenas férias pelos Algarves, espeto-me num cruzamento. E tudo porquê? Porque alguns gandulos se lembraram que seria giro deitar abaixo o stop vertical e graffitar o stop horizontal. Pronto, ok, a culpa também foi minha, deveria ter reduzido a velocidade no cruzamento. Serve como desculpa dizer que eu é que circulava pela direita? Naquele momento instaurou-se  o pânico. O senhor do outro carro  gritava e dizia asneiras, eu e a filhota dele chorávamos que nem umas perdidas. Felizmente um carro com amigos vinha atrás de mim, e ele ajudaram-me a resolver tudo, inclusive a dizer o meu nome e estado civil ao polícia. Apercebi-me que a roupa de um amigo que me abraçou estava manchada de sangue e descobri que era meu. O meu braço escorria sangue, apesar de não sentir qualquer tipo de dor. Fui para o hospital onde o médico me perguntou "então, atropelou um carro?" e por momentos apeteceu-me tê-lo atropelado a ele. Muito dramático, eu sei. Resultados práticos: o meu carro desfeito e o Mercedes do senhor com uma amolgadela na porta. Quero um Mercedes!
  • Quero um emprego. Preciso de um, não é preciso explicar mais nada.
  • Por fim, o que me deixou e deixa mais triste, o cancro da minha amiga. Espero do coração que em 2013 fique boa.

Já decidi, que desta vez vou comer as passas e pedir os desejos com mais convicção. Não vou aldrabar a contagem das passas, vou comer as doze. Para além disso, já fiz uma listinha de desejos, não vá no momento não me ocorrerem. Olá 2013 :)

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