Hoje fui a uma loja de animais gravar uma chapinha com o nome do mainovo e com os números de telefone cá de casa para lhe pôr na coleira. Aproveitei e dei também uma espreitadela numas roupinhas, para me inteirar das tendências caninas deste Inverno. Ao meu lado estava uma miúda dos seus 16 anos acompanhada pela mãe quarentona. A mãe dizia de viva voz e de forma demasiado rídicula para conseguir explicar "oooooh qui beeeem que isto vai ficar, tão fofiiiiiinho e lindiiiiinho que ele é!". Mas, interroga: "será que lhe serve? Mediste-o bem, filha?". Indignada, a filha responde "Claro que sim, eu sei medir o MEU cão. Oh mãe que liiiiindo que o MEU cão é!"
Eu, que sou uma pessoa dada a animais, pergunto que poder é este que os cães têm sobre as pessoas e as deixam alteradas? E eu? Será que também fico assim a falar do meu bonitão? Mas se ficar, tenho motivos, não tenho?
Eu, que sou uma pessoa dada a animais, pergunto que poder é este que os cães têm sobre as pessoas e as deixam alteradas? E eu? Será que também fico assim a falar do meu bonitão? Mas se ficar, tenho motivos, não tenho?

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